3 coisas (poderosas!) que aprendi durante um processo de coaching


Pequena Cacá. Sabia de nada, a inocente...

Muita gente não sabe, mas eu passei por um processo de coaching. Mais especificamente, um processo voltado para descoberta de carreira. Não sei em que situação as pessoas se encontram, nem a que limite elas tem que chegar até decidir por fazer um processo de coaching. Eu, pessoalmente, nunca havia considerado antes. Isso porque eu achava que não iria servir para mim, porque quem “faz coaching” é uma pessoa que não sabe o que fazer da vida. Que está perdida.


Eu não. Pelo contrário. Eu tenho gostos, muitos gostos e muitos interesses. Apenas que meus interesses são múltiplos e bem diversos.


Eu nunca tive problemas na escola e, apesar de não adorar e nem ter muita disciplina para estudar, passei no meu primeiro vestibular aos 17 anos. Dentre os vários cursos dos quais fui aprovada, escolhi um. Publicidade e Propaganda. Bastou um semestre para perceber que não era a minha onda, e logo veio mais um vestibular e mais um curso, dessa vez "seguindo os passos" do meu pai: Engenharia Civil.


Esse daí foi custoso, minha gente! Aos trancos e barrancos cheguei ao final do meu segundo ano de curso, e (talvez também influenciada pelo meu pai, mas, nesse caso, pelo desespero dele por não me ver indo adiante), larguei. Começaria aí um hiato na minha trajetória em busca da carreira.


(Abrindo parênteses aqui, ainda acho um absurdo um jovem adolescente ter que decidir por uma profissão tão cedo e tão sem preparo e respaldo educacional!).


Tendo a consciência civil, moral (e quase ética) de que eu só seria alguém na vida se eu tivesse um diploma da mão, lá fui eu para mais uma tentativa. Essa poderia-se dizer que foi mais fácil, porque eu já sabia que para o ramo da Medicina e biologias afins eu não iria, e de Exatas eu queria distância. Humanas... humanas... humanas... Direito! Confesso que nunca tive a mínima ideia do que eu faria com aquele diploma de Direito, mas o transcurso dos cinco anos de curso foi suave e sem muita dificuldade. Bom, paremos por aí.


(Não quero me delongar, mas depois disso ainda vieram um ano do curso de Contabilidade e uma Pós Graduação em Negócios concluída. Não falei que tenho muitos gostos e interesses múltiplos?).


Voltando ao processo de coaching. Eu sempre soube que tinha uma “benção” e um “problema”. A benção era justamente minha capacidade de aprender rápido, de entender um pouco sobre tudo e de gostar de coisas diversas. O problema era que eu não sabia como usar isso. Era tudo muito diluído, muito nublado dentro dessa minha cabecinha pensante. Não conseguia ligar os pontos, mesmo sabendo que deveria haver alguma ligação entre eles.


O processo de coaching foi, sem clichê nenhum mas já abusando do maior clichê que existe na área, o encontro com essa clareza.


O que vou dividir aqui com vocês não vai ter muito a ver com escolha da profissão. (Prometi a mim mesma que não vou sujeitar vocês a mais uma das minhas sagas "à procura da profissão perfeita").


Enfim, esses foram os 3 maiores (e mais poderosos!) aprendizados que tive durante meu processo de coaching:


  • A história de cada um de nós está espalhada ao longo da nossa trajetória de vida, como pedacinhos de um quebra-cabeça embaralhados sob a mesa.


Por mais que a gente se sinta perdido, que o passado seja nebuloso e o futuro sem nenhuma luzinha lá no final, tudo o que fazemos ao longo da vida, de maneira consciente ou não, faz sentido de alguma forma.


Acredite, em todos os cursos que escolhi tinha um pouquinho de mim lá. De todas as decisões que tomei, eu também estava lá de alguma forma. Alguma coisa estava me guiando, e não estou falando de nada sobrenatural. Era eu comigo mesma, meus valores e minha missão de vida, acertando e errando – muitas vezes mais errando do que acertando, mas faz parte!

Faltava apenas eu me assentar, acender a luz do abajur, organizar as pecinhas pelas cores e formatos e começar a montar o meu próprio quebra-cabeça.


  • A “experiência” que eu proporciono aos outros vai dizer muito sobre a minha própria essência.


Isso é, inclusive, a base do branding pessoal (um conceito do mundo do marketing onde você cria e desenvolve a sua marca pessoal, assim como as empresas). Mas a verdade é que foi muito revelador descobrir o que os outros acham de mim. Qual era a primeira coisa que vinha à mente deles quando pensavam sobre mim? Quais as minhas maiores virtudes e talentos, de acordo com a opinião deles? O que as pessoas achavam que eu faço naturalmente e sem esforço nenhum que, para elas, era especial?


Confesso: eu sempre vivi à mercê da opinião alheia (ou da perspectiva que eu criava sobre a opinião dos outros sobre mim, mas isso já é muita psicologia). Eu era quem diziam que eu era, eu era quem eu achava que eu deveria ser, eu era quem eu achava que os outros achavam que eu precisaria ser. Muito louco isso, né? Se lendo assim dá para confundir, imagina viver isso! E eu sei que muita gente vive assim também.


Me olhar através da lente (positiva) de outras pessoas me fez, por incrível que pareça, assumir quem eu sou. Foi desconstruir tanta coisa que eu vinha carregando por anos. Me fez ver que sim, tenho defeitos (e vários!), mas que o meu foco daqui de dentro (euzinha) para fora (o mundo) deve ser nas minhas qualidades e, mais precisamente, na minha forma única de ser, de tocar as pessoas e das experiências que eu proporciono à elas, ainda que inconscientemente.


Eu escolho o que eu quero e como eu quero tocar as pessoas ao meu redor. E hoje eu quero fazer isso da forma mais positiva possível.


  • Sim! Eu tenho, você tem, NÓS TEMOS uma missão nessa vida!


Outro dia vi um vídeo muito lindo que dizia basicamente isso:


É como se Deus tivesse se partido em 7 bilhões de pedacinhos, e cada um de nós somos uma expressão d'Ele aqui na Terra. Ainda que você se ache absolutamente igual a todo mundo, que sua vida seja um tédio aos seus olhos, que seu passado tenha sido sofrido e o seu futuro nada promissor... Não ignore o fato de que nós temos, sim, uma missão nessa vida!


O fato de você não conseguir chegar até mil (que dirá milhões!) de pessoas, de ser um influencer do YouTube ou uma figura super popular do Instagram, que você fale para plateias e em TED Talks... Isso não desmerece de maneira alguma a sua mensagem!


Não acredito em tamanha simplicidade, mas pensemos aqui a título de exemplo: se uma única pessoa nessa vida puder compreender, aprender ou absorver algo que ela nunca entendeu antes e isso se deu através de VOCÊ, da sua vida, das suas palavras (ou sabe-se lá o que você fez ou o jeito que você fez), isso é uma benção!


Não sei te dizer como descobrir a sua missão nessa vida (se soubesse virava coach! he he he...), mas por favor, não ignore que você tenha uma.

Com amor (e um pouco de humor),

Camila


Aproveitando, já deixo aqui a indicação da minha coach querida que me acompanhou durante esse processo de descobertas todo, a Kátia Colla. Você pode encontrar a Kátia no Instagram @coachkatiacolla.

Olá! Bom te ver por aqui.

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Camila Borja

camilaborjam@gmail.com

Vancouver, BC | Canada

© 2020 por Camila Borja

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